Esta página deve ser a espinha dorsal emocional e jornalística do portal. O leitor precisa ver datas, cidades, mortos, evacuados, prejuízos e a lição prática de cada desastre.
1982–1983 — El Niño forte e enchentes no Sul
Relatório do Senado registra que as enchentes no Sul do Brasil, Norte da Argentina e Leste do Paraguai, associadas ao El Niño de 1982–83, provocaram 170 mortes e cerca de US$ 3 bilhões em prejuízos. Publicações técnicas também citam 600 mil evacuados no episódio regional.
Lição: monitoramento com meses de antecedência precisa virar plano local: abrigo, rota de fuga, comunicação e evacuação preventiva.
1992–1993 — seca catastrófica no Nordeste
O mesmo relatório do Senado cita efeitos catastróficos em 1992–93, com seca no Nordeste associada a um El Niño considerado fraco. Isso mostra que a intensidade do índice oceânico não é a única variável: vulnerabilidade hídrica, armazenamento e pobreza ampliam o desastre.
Lição: seca não mata apenas pela falta de chuva; mata quando falta água segura, renda, transporte, alimento e assistência.
1997–1998 — Super El Niño
Evento globalmente marcante. No Brasil, é associado a seca na Amazônia, estiagem no Nordeste, chuvas torrenciais no Sul e calor forte no Sudeste. Fontes da Embrapa citadas em análises jornalísticas apontam perdas agrícolas bilionárias.
Lição: o site deve mostrar impacto na agricultura e no preço de alimentos, não apenas em casas inundadas.
2012–2017 — seca prolongada no semiárido
A seca plurianual do Nordeste atingiu reservatórios, agricultura, rebanhos e renda de famílias rurais. O El Niño 2015–16 agravou o quadro em parte do período.
Lição: em seca longa, a prevenção começa meses antes: cisterna, controle de consumo, proteção de rebanho, assistência social e alerta comunitário.
2015–2016 e 2023–2024 — Amazônia sob seca severa
Eventos recentes afetaram navegabilidade, segurança hídrica e alimentar, ecossistemas aquáticos e comunidades ribeirinhas. Em 2023, o lago Tefé chegou a temperaturas extremas da água, com morte de peixes, botos e tucuxis; em 2024, rios amazônicos bateram marcas muito baixas em estações como Itaituba e Itacoatiara.
Lição: quando o rio baixa, não é só paisagem: acaba transporte, remédio, escola, alimento e socorro.
2024 — Enchentes no Rio Grande do Sul
O balanço oficial do RS registrou 478 municípios afetados, 2.398.255 pessoas afetadas, pico de 581.638 desalojados em 19 de maio de 2024, 806 feridos, 185 óbitos confirmados e 23 desaparecidos.
Lição: uma cidade pode estar protegida por diques ou sistemas de drenagem e mesmo assim falhar. Plano de evacuação não pode depender apenas da memória de enchentes antigas.